Escolhi a vacinação como o primeiro tema a abordar, uma vez que apesar de ser muito importante, é ainda negligenciada por muitos donos, seja por falta de conhecimento ou por dificuldades financeiras.

 

É preciso ter em mente que, ao adquirir um animal de estimação, é necessário ter consciência de tudo o que esse animal necessita e ter a certeza de que seremos capazes de suprir essas necessidades.

 

A não vacinação pode levar a que o animal contraia doenças, cujo tratamento é muito mais dispendioso do que a respectiva vacina preventiva. Mais relevante ainda é o facto destas doenças poderem ser letais e até mesmo transmissíveis ao homem. Porquê sujeitar o seu animal, a sua família e pessoas em redor, a problemas de saúde, quando pode simplesmente preveni-los?

 

As mais importantes doenças a que os cães estão sujeitos são: parvovirose, esgana, leptospirose, hepatite, tosse do canil e raiva.

 

Este é o plano de vacinação mais comum:

Idade Vacina
8 semanas Vacina Monovalente – parvovirose
12 semanas Vacina Quadrupla – parvovirose, esgana, leptospirose, hepatite canina
16 semanas Reforço da Vacina Quadrupla – parvovirose, esgana, leptospirose, hepatite canina
4 – 6 meses Vacina anti-rábica
Revacinação anual Vacina parvovirose, esgana, hepatite infecciosa canina, leptospirose + raiva

 

A vacina contra a raiva é obrigatória por lei a partir dos 6 meses, assim como a sua revacinação anual.

 

Para além destas vacinas, existe outra que deve ser administrada caso tenha que deixar o seu cão num hotel para cães, a vacina contra a “tosse do canil”, como é vulgarmente conhecida a traqueobronquite infecciosa canina, doença altamente contagiosa. Deve ser administrada cerca de 15 a 21 dias antes da possível exposição à doença, e ser reforçada anualmente.

 

Antes da vacinação, o cão deve ser analisado minuciosamente por um médico veterinário de modo a verificar se está em boas condições de saúde, e não deve estar stressado devido ao transporte, para que a vacina seja eficaz.

 

Durante 10 a 15 dias após a vacinação, o cão não deve ser sujeito a esforços físicos, nem a lavagens, e deve-se mantê-lo afastado de ambientes contaminados.

 

Outro cuidado muito importante a ter é a desparasitação.

 

Existem dois tipos de parasitas: externos (pulgas, carraças, ácaros, piolho) e internos (ténias, lombrigas), que se alojam essencialmente no tubo digestivo.

 

Para além de manter o espaço do seu cão em boas condições de higiene, deve ainda utilizar produtos específicos para cada tipo de parasita. Para eliminar parasitas externos têm várias opções: coleiras, champôs, sprays, comprimidos, ampolas. Para eliminar parasitas internos, utilizam-se normalmente comprimidos, que devem ser recomendados pelo veterinário. A desparasitação deve ser realizada a partir das 2 semanas, uma vez por mês, até aos 6 meses. A partir daí, deve ser realizada de 4 em 4 ou de 6 em 6 meses.